À DESCOBERTA DA EXPANSÃO MARÍTIMA

Nos tempos atuais muito se fala de empreendedorismo. O papel do empreendedor é identificar oportunidades, agarrá-las, procurar recursos e transformá-las em soluções para a satisfação de necessidades.
Neste contexto podemos considerar a Expansão Marítima o expoente máximo do empreendedorismo. Os portugueses, perante problemas económicos graves realizaram feitos heroicos ao desafiar o desconhecido, atravessaram mares nunca dantes navegados e deram novos mundos ao mundo.
Pela importância dos Descobrimentos Portugueses, o grupo de História e Geografia de Portugal lançou o desafio aos alunos do 5º ano, integrado nos conteúdos curriculares e no Plano Anual de Atividades, de elaboração de trabalhos relacionados com o tema. Os alunos lançaram mãos à obra e mostraram o seu espírito aventureiro, criativo e inovador apresentando trabalhos de elevada qualidade. A exposição com os trabalhos realizados pode ser visitada pela comunidade educativa na Escola Básica Integrada de Ferreira de Aves e Escola Básica Ferreira Lapa. Os alunos do 5º ano, com a colaboração do professor de Educação Musical cantaram canções relacionadas com os descobrimentos. Desde já agradecemos o empenho e colaboração ativa dos encarregados de educação e outros membros da comunidade educativa em muitos dos trabalhos executados pelos seus educandos.
Aqui vos deixamos fotos dos belíssimos trabalhos realizados.

A vida quotidiana no século XIII

A vida do povo Ana BeatrizPovo

Estamos no século XIII e eu faço parte do povo. A nossa vida é muito difícil pois o que ganhamos mal dá para por a comida na mesa.
Trabalhamos a terra de sol a sol e por ela pagamos uma parte da produção ou renda fixa em géneros ou moeda mas também trabalhamos nas colheitas do senhor e reparamos os muros e muralhas do seu castelo.
Vivemos em pequenas aldeias nos senhorios, próximas das terras de cultivo. As nossas casas são feitas de madeira ou de pedra, cobertas de colmo e têm chão de terra batida. Dormimos todos num canto do único compartimento em cima de palha.
Costumamos comer pão feito de trigo, cevada, centeio e milho miúdo acompanhado por vinho. Por vezes também comemos legumes, ovos, toucinho, queijo, peixe e, raramente, carne de aves ou vaca, estes só para os dias de festa.
Os nossos divertimentos estão relacionados com a vida religiosa. Festejamos a festa da Páscoa e do Natal e também fazemos romarias aos santos.
O nosso vestuário é simples e feito com tecidos de linho e lã fiados e tecidos em casa.
A nossa vida é muito difícil porque por tudo o que fazemos e temos pagamos impostos. Pouco nos sobra no final. 
Esta é a vida do povo

Trabalho realizado por: Ana Beatriz Tomás Carvalho, nº 1, 5º D

Emilia

Trabalho realizado por: Emília Giroto, nº 7, 5º D

Gustavo

A minha vida de monge

Chamo-me Diogo e sou um monge do século XIII. Neste pequeno texto pretendo contar alguns detalhes da minha vida.
Todos os dias, às seis horas da manhã, vou trabalhar para o campo ou tratar dos doentes ou receber os pobres e os peregrinos. Depois, durante duas horas vou ler para o claustro e, de seguida, vou almoçar com os irmãos e mais tarde, vou ouvir o abade a ler capítulos da Bíblia e, no final do dia, antes de jantar e ir para a cama vou assistir à missa.
Agora, só espero ter inspirado alguém a ser monge.

Trabalho realizado por, Diogo Rodrigues,nº 6,  5º D

EXPOSIÇÃO “VIRIATO NA BANDA DESENHADA”

Durante esta semana, a comunidade educativa poderá visitar, na Escola Básica Ferreira Lapa, a exposição denominada “Viriato na Banda Desenhada” e que esteve patente na semana anterior na Escola Básica Ferreira de Aves. Esta exposição, organizada pelo grupo de História e Geografia de Portugal, já esteve patente em Moura e no Museu da Eletricidade da Feira de São Mateus, em Viseu.

Exposição 1 Exposição

Foi uma das iniciativas que assinalaram o Dia de Viriato, esse guerreiro lusitano que liderou a oposição ao domínio romano na Península Ibérica, ficando conhecido como terror romanorum, e que inspirou diversos autores de banda desenhada a relatar as suas façanhas.

A mostra é uma produção do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav), com a colaboração da Câmara Municipal de Viseu, Junta de Freguesia de Viseu e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

A exposição conta com ilustrações originais de Viriato de 20 artistas locais e nacionais (Artur Correia, José Ruy, Mara Mendes, José Garcês, Miguel Rebelo, Augusto Trigo, Pedro Emanuel, José Almeida, Eugénio Silva, Baptista Mendes, João Amaral, Paulo Medeiros, Pedro Albuquerque, Fernando Santos Costa, Pedro Ribeiro, Carlos Rico, E.T. Coelho, Daniel Almeida, Carlos Almeida, Ricardo Ferreira e António Lança Guerreiro) e um conjunto de aguarelas de José Garcês sobre o herói lusitano, especialmente executadas para o “Dia de Viriato”. Esta exposição também conta com a reedição da obra de José Garcês sobre Viriato, em formato de cartazes de décadas de pranchas publicadas na Revista de BD dos anos 50 do século XX, “Cavaleiro Andante”.

Todas estas imagens mostram Viriato como um guerreiro valente, destemido na defesa dos seus territórios contra a invasão dos inimigos romanos.

Pode ver aqui uma entrevista a José Garcês, autor de várias obras expostas.

Os primeiros habitantes da Península – Alunos do 5º D

Desde há milhares de anos, o homem habita a Península Ibérica.
Viviam em grupos para vencer os perigos e as dificuldades que os rodeavam.
Nunca ficavam muito tempo no mesmo local, andavam sempre de terra em terra à procura de comida, eram nómadas.
A caça era a atividade mais importante para a sua sobrevivência que era feita por grupos de homens porque os animais eram grandes e fortes. Além da caça também praticavam a pesca. As mulheres faziam a recolha de frutos, raízes e folhas.

Texto de Ana Beatriz, Tomás, Marta, Iara e Miguel Matos

Com a alteração do clima e a subida das temperaturas, alguns animais deixaram a Península Ibérica obrigando o Homem a adaptar-se. Tornou-se sedentário e começou a produzir os seus alimentos.

Texto de : Ana Lúcia, Emília Giroto, Francisca, Gustavo

Os primeiros habitantes da Península (alunos do 5º C)

Os primeiros habitantes da Península Ibérica vindos da África, eram recolectores, ou seja, alimentava-se do que recolhiam da natureza, da caça e da pesca. Tinham uma vida muito difícil, sempre à procura de comida, de terra em terra (eram nómadas).

Com o passar do tempo, o clima aqueceu, os homens dedicaram-se à agricultura e pastorícia e surgiram assim as comunidades agropastoris (sedentários).

José Carlos Lopes