As primeiras comunidades na Península Ibérica

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Comunidade recoletora/Comunidade Agropastoril

Se eu fosse um… agropastoril

 Se eu fosse um agropastoril, queria que a minha vida fosse muito calma. Não andava na caça nem a combater. Construía a minha casinha e tratava das minhas coisas. Fazia uma horta onde plantava os meus legumes e cereais para me alimentar. Cuidava dos meus animais, que queria que ovelhas porque são fofas e produzem leite. Usava o tear para fazer vestuário com lã e linho e também a cestaria e a cerâmica para fazer cestos e vasos onde guardava o leite e os cereais.

Recolhia paus, pedras e palha para construir a minha casa e acendia uma fogueira para cozinhar, aquecer-me e iluminar.

Para ser sincera até gostava de viajar no tempo e experimentar ser agropastoril.

Maria, 5º B

 

Se eu fosse um recoletor

Se eu fosse um recoletor recolhia os meus alimentos diretamente da natureza, caçava e pescava. Para poder caçar e pescar tinha que inventar instrumentos de pedra e de osso como por exemplo o biface, a lança, a agulha e o arpão.

Quando estava frio refugiava-me em grutas e outros abrigos e cobria-me de peles de animais que caçávamos e de folhas.

Nas grutas gravava e pintava figuras de animais. Nós, as mulheres, cuidávamos também dos filhos.

Eu não gostava der ser recoletor porque passava frio e comia muito mal.

Camila, 5º B

 

Se eu fosse uma recoletora

Se eu fosse recoletora iria fazer todos os possíveis para manter a minha comunidade viva. Iria colher muitos frutos, cuidar muito bem das crianças e, claro, coser muitas peles quentinhas de animais, para conseguirmos sobreviver ao inverno.

Se eu fosse recolectora já tinha existido há muitos, muitos anos e, nessa altura, não havia casas, mas sim grutas. Nessas comunidades os homens não faziam a mesma coisa que as mulheres, pois faziam caçadas, pescavam, e pintavam as nossas grutas, entre outras coisas. Tudo o que os homens e as mulheres faziam era muito importante para a sua sobrevivência.

Nunca ficávamos no mesmo sítio porque se não houvesse alimento deslocávamo-nos para outro lugar por isso eramos nómadas.

Vocês devem pensar que era fácil, mas não era, porque corríamos muitos riscos a viver no meio dos animais selvagens.

Se eu fosse recolectora acho que ia gostar, mas, ao mesmo tempo, não por causa dos perigos e assim. Prefiro viver no tempo atual, mas isso não significa que não possa aprender mais sobre essas comunidades.

Eva, 5º B

 

 

 

Se eu fosse um recoletetor

Se eu fosse recoletora

Olá, eu sou a Mariana e sou recolectora.

Devem estar a perguntar:

– O que é ser recoletor?

Bem, eu nasci numa comunidade recolectora há muitos, muitos anos atrás. Mas, estou para aqui a tagarelar e não fomos diretos ao assunto. Bem, já devem ter ouvido falar em famílias recoletoras que são aquelas que caçam, pescam e apanham frutos silvestres na natureza para se alimentarem. Nós também comemos raízes, folhas, sementes, basicamente tudo o que encontramos e que seja comestível. Para dizer a verdade eu não gosto muito, mas quando a fome aperta…

Espero que tenham gostado da minha história e tenham aprendido com ela!

Mariana, 5º A

 

Os recolectores

Os recolectores eram comunidades que viviam rodeados de animais ferozes e corpulentos e se abrigavam em cavernas. Eles, para caçarem organizavam-se em grupos, aprenderam a usar o fogo que utilizavam para se aquecerem, cozinharem e defenderem-se dos animais ferozes.

Aprenderam a fazer instrumentos com pedra, osso e madeira. Juntos, acreditaram que eram capazes de resolver os seus problemas e foram vencendo o seu medo.

Letícia, 5º A

 

“Se eu fosse recoletor …”

Se eu fosse recoletor, não tinha roupa como tenho agora, estava sempre a trabalhar, comunicava de outra maneira e não era tão evoluído como agora.

Se eu fosse um desses homens andava sempre preocupado em arranjar comida, com as mudanças de estação e com muitas outras coisas.

O inverno era muito difícil para mim porque, no inverno, não há quase nenhum animal fora da toca e praticamente não há plantas para comer.

A minha roupa era muito diferente da roupa de agora. Era feita de peles e pelos de animais.

Andava sempre a mudar de casa. Trocava de casa quando já não havia animais para caçar. Às vezes, vivia em grutas e outras vezes em tendas.

As tendas eram feitas de paus e cobertas de peles e pelos de animais para ficarmos mais quentes.

Às vezes, vivíamos em grutas para nos proteger do frio e dos animais.

A descoberta do fogo foi muito importante para nós. Porque nos forneceu calor, iluminação e proteção em relação aos animais.

A vida dos homens recoletores é muito difícil.

Texto realizado por: Filipe, 5ºA     06/11/2018 

 

A Expansão Marítima

Mais alguns exemplos do trabalho dos alunos, desta vez relacionados com a expansão marítima portuguesa.

 

 

25 de abril/ A Revolução dos Cravos

Dos feriados históricos, o dia 25 de abril é o mais festejado pelas docentes do grupo de História e Geografia de Portugal do nosso agrupamento. Porquê? Porque valorizamos muito a liberdade e todas as conquistas democráticas dos militares que, no dia 25 de abril de 1974, saíram à rua e lutaram por todos nós.
São estes valores democráticos que procuramos transmitir aos nossos alunos, o que fica bem patente nos trabalhos que eles tão empenhada e entusiasticamente realizam sobre o tema do 25 de abril e que nestas fotografias podemos comprovar.
Os trabalhos foram expostos nas Escolas Básica Ferreira Lapa e Básica Integrada de Ferreira de Aves, que também se encheram de cravos vermelhos, cartazes e outros trabalhos alusivos ao tema.

A Liberdade passou por aqui e aqui queremos que continue!

Sabias que antes do 25 de abril:
– Em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe e os professores podiam dar castigos severos aos seus alunos?
– Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial)?
– A censura, conhecida como “lápis azul”, é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão?
– Era proibido beber coca cola?
– Só podiam votar os homens, chefes de família e que soubessem ler e escrever?
– As professoras só podiam casar com autorização do Ministério da Educação?
– Não havia igualdade entre homens e mulheres?
– Em casa quem mandava era o homem?

Temos todos a mesma opinião sobre o 25 de abril?
A Matilde e a Francisca, alunas do 6ºD, foram investigar e aqui têm algumas das respostas de diferentes pessoas com idades diversificadas:

44 anos depois…o que foi o 25 de abril?

“(…) Para mim, penso não ter sido bom pois, com a liberdade veio a falta de respeito entre as pessoas(…) Havia mais respeito… agora já não vai melhorar(…) Havia mais miséria mas eramos mais amigos(…)”
    Delfina, 79 anos

“(…) Para mim, o 25 de abril obrigou-me a vir de Moçambique onde vivia com a minha família e a deixar lá tudo quanto tinha. A liberdade é muito importante mas não acautelaram os interesses dos retornados quando fizeram a descolonização. (…)”
Xico, 74 anos

“(…) O 25 de abril permitiu que eu regressasse a Portugal com o resto das tropas. Era militar e estive mais de 3 anos na Guiné-Bissau(…)”
Augusto, 68 anos

“(…) Nessa altura tinha 14 anos. A Liberdade que o 25 de abril me trouxe é o melhor desse dia. Em minha casa nunca se podia abrir a boca” para falar de política nem para dar qualquer opinião acerca dum assunto que hoje em dia consideramos banal(…)”
O medo da PIDE era enorme.”
Lusita, 58 anos

“(…)Sou um filho da Liberdade e a mim, Abril trouxe-me a liberdade de opinar, o direito de discordar, o direito de votar…o prazer de crescer numa democracia(…) A liberdade de ver e conhecer o mundo, o direito de opção(…) Viva Abril! Viva a Liberdade (…).”
Tiago, 34 anos

“(…) Para mim, o 25 de abril foi o passar de um mundo “triste e cinzento” para um mundo com mais cor. Passámos a ter liberdade de expressão e isso foi o mais importante, pois o direito de dizer o que penso é fundamental para viver em democracia!(…)”
Matilde, 12 anos

“(…) Na minha família há a história verídica da tia do meu avô que era diretora de uma residência de meninos que foi procurada e interrogada pela PIDE porque, uma das alunas, era filha de um apoiante comunista (…) Hoje a liberdade de expressão e política foi uma das conquistas do 25 de abril. (…)”
Francisca, 11 anos